Parque Nacional da Tijuca – Um paraíso particular em pleno Rio de Janeiro

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Do Portal Betioli, por Aline Oliveira

Toda grande metrópole tem o seu refúgio e o Rio é privilegiado por ter vários. Hoje vamos falar do Parque Nacional da Tijuca (www.parquedatijuca.com.br), o local é bem especial e contrasta com o aspecto urbano da cidade. Quando pensamos em Rio de Janeiro imediatamente vem à nossa cabeça praia, os arcos da Lapa, o Cristo Redentor. Este é um dos lugares que vale a pena colocar na lista por sua beleza verde, belíssimas paisagens, cachoeiras, trilhas e locais propícios aos esportes radicais. É simplesmente deslumbrante.

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Pedra Bonita

Com acesso pelas zonas sul, norte e oeste, o Parque Nacional da Tijuca é a maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem. Com uma extensão de 3953ha de Mata Atlântica, recebe mais de três milhões de visitantes por ano, entre brasileiros e estrangeiros. Composto por quatro setores Floresta, Serra da Carioca, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Pretos Forros/Covanca, todos acessíveis através de carro e trilhas, o que possibilita programas para todos os públicos.

Piqueniques, escaladas, trilhas e voo livre são algumas das opçõs de lazer que o local oferece além de cartões postais como Morro do Corcovado que dá acesso ao Cristo Redentor, Vista Chinesa, Pedra da Gávea, Parque Lage e Paineiras.

História

Oficialmente criado em 6 de julho de 1961 a história do Parque Nacional da Tijuca retrocede aos séculos XVII e XVIII quando o parque foi devastado pela extração de madeiras e utilização em monoculturas que gerou sérios problemas ambientais na cidade do Rio de Janeiro, principalmente a escassez de água. Os sistemas que captavam água na Serra Carioca e no Alto da Boa Vista secaram e iniciou-se o processo de desocupação e recuperação da vegetação natural.

Em 1861, as florestas da Tijuca e das Paineiras foram declaradas por D.Pedro II como Florestas Protetoras e iniciou-se um processo de desapropriação de chácaras e fazendas em prol do reflorestamento e regeneração natural da vegetação.

O Major Manuel Gomes Archer iniciou um trabalho de reflorestamento com seis escravos, alguns feitores, encarregados e assalariados. Mais 100 mil árvores foram plantadas em 13 anos, inclusive espécies da mata atlântica. O Barão d’Escragnolle deu continuidade ao reflorestamento iniciando também o trabalho de paisagismo voltado para o público e contemplação. O paisagista Francês Auguste Glaziou deu á floresta ares de parque com fontes e lagos incluindo área de lazer.

Após anos de abandono a Floresta da Tijuca foi revitalizada na gestão de Raymundo Ottoni de Castro Maya na década de 1940. A revitalização incluiu a abertura dos restaurantes Esquilos, Floresta e Cascatinha, a consolidação das vias internas e os recantos e projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx.

Em 1961, o Maciço da Tijuca – Paineiras, Corcovado, Tijuca, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca – foi transformado em Parque Nacional, recebendo o nome de Parque Nacional do Rio de Janeiro, com 33 km². Seis anos depois, em 8 de fevereiro de 1967, seu nome foi definitivamente alterado para Parque Nacional da Tijuca e, em 4 de julho de 2004, um Decreto Federal ampliou os limites do Parque para 39,51 km², incorporando locais como o Parque Lage, Serra dos Pretos Forros e Morro da Covanca.

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