Exposição Reverta: Arte e Sustentabilidade provocam uma reflexão sobre o descarte de resíduos

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A Oca, no Parque do Ibirapuera, recebe a Exposição REVERTA de 16 de maio a 5 de julho, de terça a domingo, de 9h às 17h. A mostra reúne ciência e arte em um mesmo ambiente, o que permite ao visitante a compreensão de todo o processo envolvido na produção, descarte, destinação e reciclagem dos resíduos sólidos pós-consumo.RELAMPAGO_Gisela Motta e Leandro Lima[1]

Relâmpago por Gisela Motta e Leandro Lima/ Crédito: Divulgação

A ideia é despertar no público uma mudança na percepção de que o que muitos pensam ser lixo é, na verdade, resíduo e se tratado como tal, pode representar preservação ambiental, economia de recursos naturais, inclusão social e renda. Assim, por meio de uma abordagem lúdica, informativa e reflexiva, a exposição busca incentivar a mudança de comportamento das pessoas em relação ao descarte, a partir da criação de consciência sobre a responsabilidade de cada um em relação aos resíduos gerados. A exposição visa contribuir para formação de cidadãos críticos, participativos e responsáveis, sensibilizando as pessoas quanto à importância da segregação doméstica dos resíduos para a destinação apropriada que possibilite a reciclagem.

O nome da exposição, que tem a curadoria artística de Marcio Debellian e Paulo Mendel, e curadoria científica de Mário Domingos, foi pensado dentro do conceito de reverter, repensar e transformar a maneira como são tratados os resíduos, incentivando a adoção de práticas para sua correta destinação.

Dividida em quatro estações, a REVERTA dará aos visitantes a oportunidade de aprender mais sobre o universo da reciclagem por meio de conteúdos desenvolvidos pelo Instituto Abramundo. Além disso, alguns artistas plásticos, designers, cineastas e cartunistas fizeram obras especialmente para a exposição; outros vão expor releituras de suas obras ou trabalhos bastante conhecidos. O percurso artístico contará com: Alessandra Colasanti, André Dahmer, Andrei Thomaz, Augusto de Campos, Brigida Baltar, Esmir Filho, Gisela Motta e Leandro Lima, Gregg Segal, Guto Lacaz, Héctor Zamora, Jac Leirner, Lenora de Barros, Loud Noises, Lucia Koch, Marcos Prado, Mariana Manhães, Marilá Dardot, Maurício de Sousa e Opavivará!

Durante a exposição, os visitantes poderão acessar uma série de interativos e games, com a possibilidade de jogá-los pelo site da própria mostra (www.reverta.com.br). O espaço estará aberto à visitação de grupos escolares, que poderão realizar o agendamento diretamente com a Diverte Cultural (http://www.divertecultural.com.br).

Artistas

André Dahmer – O quadrinista publica suas obras na Folha de S. Paulo, Globo e Le Monde Diplomatique, dentre outros veículos. Usa personagens comuns e situações cotidianas em seus desenhos para provocar a reflexão sobre questões ambientais e a responsabilidade da sociedade com seu próprio futuro.

Andrei Thomaz – Artista visual e professor no Istituto Europeo Di Design em São Paulo. Traz para exposição a web arte “matryoshkas.art.br” (2015), que coloca o público no lugar de quem trabalha com a triagem de resíduos recicláveis.

Brígida Baltar – Parte da criação da artista deriva de intervenções na sua casa-ateliê no Rio de Janeiro. As ações fora de casa são registradas em fotografias e filmes curtos que se assemelham a fábulas, sonhos e devaneios. Em “A horta de casa” (1996), traz os temperos e ervas que cultiva em tijolos e desenhos de plantas feitas a partir da poeira desses tijolos.

Gisela Motta e Leandro Lima – Os dois artistas trabalham juntos desde 1996 e frequentemente utilizam da tecnologia para simular fenômenos naturais ou para revelar detalhes sutis da realidade. A escultura “Relâmpago” (2015) traz um imenso raio congelado feito a partir de lâmpadas “Activiva”.

Gregg Segal – O fotógrafo californiano costuma apresentar ensaios onde desloca seus personagens do ambiente esperado. Em “7 day of garbage” (7 dias de lixo, 2014), o artista relata famílias envoltas nos resíduos que produziram por sete dias. As fotos remetem a ensaios publicitários ou editoriais de moda.

Guto Lacaz – Artista, designer gráfico e artista plástico, conhecido pela criação de inusitados projetos e obras com objetos do cotidiano. Sua instalação “Miragem/Reciclagem” (2015) se utiliza da ilusão de ótica provocada por um corredor de espelhos para chamar a atenção para três tipos de resíduos: pneu, pilha e a guimba do cigarro.

Héctor Zamora – O artista produz obras conceituais que contam com a reflexão do espectador para se completarem. No vídeo instalação “O Abuso da História” (2014), ele lança 300 palmeiras pelas janelas de um prédio abandonado, libertando-as de seus vasos padronizados até montar um jardim assimétrico.

Jac Leirner – A partir dos objetos comuns da cultura de consumo, a artista produz esculturas e instalações. “Vam’bora” é uma instalação com panfletos ingleses colecionados há mais de 20 anos. Os folhetos divulgam eventos e bens de consumos que estariam fadados ao esquecimento histórico, mas ganham uma nova vida com a obra.

Lenora de Barros – Artista plástica e poeta que trabalha simultaneamente aspectos gráficos e fonéticos da língua em diversas mídias. Na instalação sonora “Revirando o lixo” (2015), é possível ouvir performances vocais criadas a partir da enumeração de objetos de plástico, papel, vidro e metal, assim como de detritos não recicláveis.

Loud Noises – Coletivo paulista que tem como objetivo desenvolver pesquisas e trabalhos sobre games que subvertam temas e conceitos de jogabilidade. O game “Doti Doti no Gaea (Lixo na Terra)” (2015), feito pelo grupo, representa um sistema de produção, consumo e reciclagem que precisa ser mantido em equilíbrio para que a natureza não seja destruída.

Lucia Koch – Utiliza imagens em grande escala ou provoca alterações na luminosidade dos espaços onde expõe para explorar as relações entre arte e arquitetura. Em “Riso Arborio” (2006) fotografa o interior da caixa de um tipo de arroz, que sugere perspectivas de um lugar inventado, extensão do espaço expositivo.

Marcos Prado – Fotógrafo e cineasta que estreou como diretor de cinema com o documentário “Estamira” (2004), centrado na figura de uma catadora de resíduos recicláveis. Traz para a Reverta os registros em vídeo e fotos do Jardim Gramacho, um lixão localizado no Rio de Janeiro e desativado em 2012.

Mariana Manhães – A intersecção entre experimentação artística e tecnológica toma forma em diferentes tipos de mídia na produção da artista. Traz para a mostra duas instalações com componentes eletrônicos e desenhos feitos com a sobreposição de camadas de papel e transparências.

Marilá Dardot – A escrita é matéria-prima frequente para a criação da artista, seja em instalações, vídeos ou esculturas. Em “As coisas estão no mundo” (2013), três toneladas de papéis utilizados como teste de cor e impressão de catálogos ou livros de arte são empilhados e esculpidos até formar a frase que dá nome ao trabalho.

Mauricio de Sousa – Um dos mais importantes autores brasileiros de quadrinhos, Mauricio produz há mais de 50 anos a Turma da Mônica, que ocupa um lugar especial no imaginário das crianças e jovens do Brasil e de mais de 50 países. No quadrinho “Sustentabilidade (Parte I e II)”, de 2012, Mônica e Cebolinha são teletransportados para lugares remotos do planeta em busca de uma resposta para “O que é Sustentabilidade?”.

Opavivará! – O grupo tem como proposta realizar experiências coletivas interativas, que buscam deslocar todos os participantes de suas funções institucionais para o campo experimental das relações poéticas. Na instalação “Self-Service Pajé”, o grupo mistura as tradicionais pajelanças, encanterias e curandeirismos com os atuais self-services.

Esmir Filho – Formou-se em cinema em 2004 e já conquistou vários prêmios nacionais e internacionais com seus filmes. O vídeo “Poço” (2015), realizado no Rio Tupana (Amazônia), traz uma criança da comunidade ribeirinha manuseia uma câmera GoPro debaixo d’água. A projeção se dará em um espelho d’água reproduzindo um poço.

Alessandra Colasanti – Performer, atriz, dramaturga, roteirista de TV, diretora de teatro e curta-metragista, tem pesquisa dedicada à linguagem contemporânea, humor nonsense e hibridismo. “Pela reversão dos signos, pela reciclagem dos sentidos, pela compostagem na arte” (2015) é uma videoinstalação onde A Bailarina de Vermelho, alter ego da artista, apresenta a sua visão sobre o tema da exposição.

Augusto de Campos – Um dos principais poetas e pensadores brasileiros que participou da criação do movimento Poesia Concreta no Brasil. O vídeo “Luxo” (1965) utiliza-se de um movimento simples de imagem e construção sonora para apresentar a leitura definitiva de seu poema.

Serviço:

Exposição REVERTA

Data: 16 de maio a 5 de julho

Horário: 9h às 17h (de terça a domingo)

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