ENTREVISTA – A arte de reinventar o bolinho da vovó

Compartilhe

Do Portal Betioli, por Aline Oliveira

No último sábado, dia 22 de agosto, no Rio Gastronomia, a Chef Maria Victoria Oliveira fez sucesso com suas receitas de bolo. Não, não estamos falando de qualquer bolo, são bolos caseiros feitos com ingrediente especialmente selecionados, que o cheirinho ao irem ao forno já nos remetem a infância, ao aconchego da casa da avó e dão logo água na boca.

Maria-Victoria_PB[1]

Hoje empreendedora com a Empresa “Bolo com Bolo”, a Chef Maria Victoria Oliveira foi da engenharia química à administração e através dos filhos rendeu-se ao seu antigo sonho e ao dom que é herança de família: a culinária. Formada pelo Instituto Italiano de Culinária para Estrangeiros (ICIF) e pela Escola de Gastronomia de Cordon Bleu (França), foi através das massas de bolo que Maria Victoria encontrou-se, transformando receitas de família em receitas de sucesso.

O Portal Betioli conversou com ela e agora conta um pouco mais da história dessa profissional de sucesso e de suas receitas.

Qual a sua trajetória profissional?

MV: Me enveredando para o lado profissional, me formei em administração – e meus filhos também -, e hoje estamos todos compartilhando as panelas. Eu e meu filhos já trabalhamos juntos, eu tinha um restaurante na Barra. Nos últimos 5 anos me tornei chef executiva do Hotel Marina, onde fiquei até março deste ano (2015) e sai pra me dedicar há dois projetos: o Bolo com Bolo e Um jantar em minha casa.

11755681_1476591215985549_7250268192884458516_n[3]

Qual diferencial das receitas de bolo?

MV: A gente procura usar ingredientes de primeira qualidade, não utilizamos margarina e procuramos usar o mínimo de produtos industrializados. E o diferencial é um todo, nós pesquisamos e existe toda uma bibliografia sobre bolos. O bolo é uma receita muito precisa. Existe toda uma ciência em torno das receitas, o que influencia, o porquê o bolo sola, massas desequilibradas, nós fizemos toda esta pesquisa. Em todas as nossas receitas, além de serem muito antigas – pesquisei receitas do séculos 19 e 20 -, buscamos o processo perfeito, ou seja, o bolo vai ser sempre igual e sempre vai dar certo.

Quais as suas receitas favoritas?

MV: As minhas receitas favoritas são as que escolhi para o Rio Gastronomia. Estas receitas eu aprendi inicialmente com minha mãe, que morou nos Estados Unidos. Depois nós aperfeiçoamos porque ela fazia as receitas de forma empírica, da forma como vemos por aí. Nós transformamos todas as receitas em gramas, por exemplo: cada ovo é um ovo, tem de 50, 60, 70, 80 gramas. Nossas receitas são pesadas, de forma que teremos sempre a mesma proporção de ingredientes, o que faz o diferencial. Procuramos comprar ovos frescos e de boa procedência, não compramos de supermercado. Só compramos manteiga de boa qualidade, utilizamos cacau belga 100% alcalinizado e todo processo é monitorado. Nosso forno tem um termômetro especial para bolos, pois nem sempre a temperatura que está marcando na parte externa é a real e tudo isso faz com que o resultado seja muito diferente.

Quais foram as receitas apresentadas no Rio Gastronomia?

MV: Chiffon Cake de laranja e Granny’s Devil Chocolate Cake.

Qual a durabilidade dos bolos?

MV: Nossos bolos se conservam-se perfeitamente de dois a três dias.

Bolo+Nico[2]

É a primeira vez que participa do Rio Gastronomia?

MV: Já participei de diversos eventos como o Rio Gastronomia, não só no Brasil, mas pelo mundo afora, em aulas e festivais. Há mais de 20 anos que participo destes eventos.

O que a gastronomia acrescentou em sua vida?

MV: Ao longo destes eventos aprende-se muitas coisas. Fiz muitos amigos, conheci muito do Brasil e de fora também. Faz parte da vida do cozinheiro trocar estas experiências.

O que te motivou a migrar pra área da gastronomia, já que veio de áreas tão distintas.

MV: Eu nasci com isso, desde pequenininha se eu não gostasse da comida, não comia e ia pra cozinha fazer o que achava que tinha que ser. Eu adorava livro de receitas, lia livros de história de fadas e de receitas com o mesmo interesse.

Possui algum restaurante com endereço fixo?

MV: Eu já tive restaurante e meu segundo projeto chama-se Um jantar em minha casa. Nesta nova tendência o jantar é na casa do chef e em diversos lugares no mundo já é bastante conhecido. Recebo grupo de 12 pessoas pra jantares que podem ser harmonizados com vinho ou não. Geralmente trazem seus vinhos. Já temos jantares programados para setembro.

Para fecharmos o que achou do evento Rio Gastronomia como um todo?

MV: Gostamos bastante, muitas opções de atrações e bastante organizado. Pela quantidade de pessoas que foram neste primeiro fim de semana a gente vê que o carioca curte esse tipo de programa

Onde podemos encontrar mais informações sobre seus projetos e receitas?

MV: No site www.bolocombolo.com e na página do Facebook “Um jantar em minha casa” https://www.facebook.com/umjantarnaminhacasa?fref=ts

Compartilhe

COMENTE SOBRE A MATÉRIA