Cultura Artística traz Filarmônica de Viena ao Brasil

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Uma das mais reverenciadas orquestras do mundo, a Filarmônica de Viena faz a abertura da Temporada 2016 da Cultura Artística. A orquestra se apresenta na Sala São Paulo nos dias 8 e 9 de março, sob regência do carismático maestro russo Valery Gergiev, titular do Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, e da Sinfônica de Londres, que vem ao Brasil pela primeira vez.

Terry Linke _Viena

Orquestra de Viena | Créditos: Terry Linke

Marcada, como de hábito, pela alta qualidade artística e pela variedade, a temporada é constituída de dez atrações internacionais, entre março e novembro. Grandes orquestras, grupos de câmara e virtuoses instrumentais sobem ao palco da Sala São Paulo, que recebe nomes como o pianista Leif Ove Andsnes, os regentes Antonio Pappano e Kent Nagano, a Orquestra Tonhalle e os dois brasileiros de maior destaque no cenário internacional de concertos: Nelson Freire (piano) e Antonio Meneses (violoncelo).

Em seguida às apresentações da Filarmônica de Viena com Gergiev, a temporada traz outra orquestra europeia de relevo, dirigida por um regente de igual prestígio: o britânico Sir Antonio Pappano vem ao país em maio com a Academia Nacional de Santa Cecilia, sinfônica romana de que é diretor musical (Pappano também dirige a Royal Opera House, Covent Garden, de Londres). A solista é um talento pianístico emergente, a californiana Beatrice Rana, 22.

No mesmo mês, é a vez da primeira atração camerística: o Quarteto Ebène, grupo francês cuja versatilidade permite trafegar com desenvoltura pelo repertório clássico e contemporâneo, chegando ao jazz. Em junho, mais música de câmara, com o violoncelista francês nascido no Canadá Jean-Guihen Queyras, que foi solista do Ensemble Intercontemporain, de Pierre Boulez, e atualmente leciona na Musikhochschule de Freiburg (Alemanha). Ainda nesse mês, a pianista russa Elena Bashkirova, que é casada com o pianista e regente Daniel Barenboim, visita São Paulo com o Jerusalem Chamber Ensemble, que ela criou em 1998, e é o representante oficial de um dos principais festivais camerísticos do planeta.

O segundo semestre começa com um grande nome do piano: o aclamado norueguês Leif Ove Andsnes traz ao Brasil sua mescla de refinamento e intensidade, com um repertório que vai de Beethoven a Sibelius, passando por Chopin e Debussy. No mês seguinte, é a vez de outra atração nórdica: os também noruegueses da orquestra de câmara Trondheim Soloists, com solo da jovem trompetista Tine Thing Helseth, de 26 anos.

Ainda em setembro, uma tradicional orquestra alemã, a Filarmônica de Hamburgo, sob regência do norte-americano Kent Nagano, faz dois programas 100% germânicos, com Richard Strauss, Brahms, Wagner e Bruckner. Os solistas são o renomado violoncelista francês Gautier Capuçon e a mezzo-soprano japonesa Mihoko Fujimura.

Nelson Freire, a unanimidade do piano brasileiro, toca o Concerto n. 1 de Chopin no mês seguinte. A orquestra que o acompanha é uma das melhores da Europa: a Tonhalle, de Zurique, que vem ao Brasil com um regente em ascensão, o francês Lionel Bringuier, 28, que já gravou com Freire, e assumiu a direção da Tonhalle em 2012.

Encerrando a temporada, em novembro, mais um nome brasileiro de destaque global: o violoncelista Antonio Meneses, que sola, em noites alternadas, em obras de Lalo e Chostakóvitch. Meneses se apresenta com a sólida Orquestra Gulbenkian, de Lisboa, regida pelo norte-americano Lawrence Foster.

A TEMPORADA

8 e 9 de março – Orquestra Filarmônica de Viena; Valery Gergiev, regentes

7 e 8 de maio – Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecília; Sir Antonio Pappano, regente; Beatrice Rana, piano

17 e 18 de maio – Quarteto Ebène

4 e 5 de junho – Jean-Guihen Queyras, violoncelo

18 e 19 de junho – Jerusalem Festival Chamber Ensemble; Elena Bashkirova, piano

23 e 24 de agosto – Leif Ove Andsnes, piano

10 e 11 de setembro – Trondheim Soloists; Oyvind Gimse, direção artística; Tine Thing Helseth, trompete

26 e 27 de setembro – Orquestra Filarmônica de Hamburgo; Kent Nagano, regente; Gautier apuçon, violoncelo; Mihoko Fujimura, mezzo-soprano

16 e 18 de outubro – Orquestra Tonhalle de Zurique; Lionel Bringuier, regente; Nelson Freire, piano

7 e 8 novembro – Orquestra Gulbenkian; Lawrence Foster, regente; Antonio Meneses, violoncelo

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