Quem está no controle?

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Sintomas da Síndrome do Pensamento Acelerado atingem emoções e a alimentação

Mais de 80% das pessoas no mundo sofrem de Síndrome do Pensamento Acelerado, termo criado por Augusto Cury para designar uma alteração no ritmo de construção do pensamento, que gera sérias conseqüências na vida das pessoas, especialmente na saúde emocional dos indivíduos. E as emoções atingem em cheio a auto-estima, as relações entre as pessoas e a alimentação. O aumento ou redução descontrolado de peso podem estar relacionados a esse estado. E aí mora o perigo.

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Alguns dos sintomas do SPA, segundo Cury no livro “Ansiedade: como enfrentar o mal do século?”: dores de cabeça e musculares, irritação e intolerância a contrariedades, sofrer por antecipação, déficit de concentração e de memória. E ainda: não dormir bem. Você tem algum deles? Ou muitos deles?

O “Eu” estar no controle da psique, ou seja, conseguir regular suas emoções e não deixar que elas sejam danosas a você mesmo, não é tarefa fácil. E, como num efeito cascata,  o descontrole sobre o ritmo e qualidade dos pensamentos e sobre o que advém deles (ansiedade, por exemplo), na maioria das vezes, interfere na alimentação e, por conseqüência, na saúde. Ou seja: os sintomas do SPA aumentam ou diminuem o apetite, dependendo do funcionamento de cada organismo.

Comer compulsivamente pode acabar sendo uma forma de compensação para a dor (stress, irritação, raiva, tristeza, cansaço extremo, etc..) que o excesso de ansiedade causa. Aliás, quem nunca disse a si mesmo: “vou comer porque eu mereço”? A comida é vista, nesses casos, como fonte fácil e acessível de prazer.

A busca pelo equilíbrio e bem estar quem sabe seja entender qual é o caminho para não se deixar atingir por estímulos estressantes, “proteger as emoções”, como afirma Cury, para se manter no controle e tomar decisões conscientes em relação a aspectos cotidianos da vida, como a alimentação.

Mas como fazer isso? Às vezes terapias alternativas podem ajudar, boas leituras que ajudem o autoconhecimento também, porém nem sempre bastam.  Se não está conseguindo ter esse controle sozinho, é necessário procurar ajuda de profissionais, nesse caso de pelo menos duas áreas – emocional e nutricional.

Não adianta cuidar só das emoções e deixar de lado a alimentação, e vice-versa, já que um problema decorre de outro.

 

Redação: Letícia Kapper/Alecrim Conteúdo
Direção: Priscilla Betioli
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